quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Crente pode perder a salvação?


Leandro, você disse em uma de suas mensagens que a salvação é para aqueles que perseverarem até o fim. Então você crê que o crente pode perder a salvação?

Sim eu disse, mas não, eu não creio. Diferente, não creio que devo perseverar para ser salvo, creio que se persevero é por que fui salvo. Se creio diferente, então minha salvação não é mais por graça e sim por obras. Minha salvação não deve ser fruto da minha vida cristão ou da minha santificação, mas o contrario, minha vida cristã e santificação devem ser frutos da minha salvação.

Em efésios lemos que somos salvos pela graça, por meio da fé (Ef 2.8,9), e em Tiago (cap 2) vemos que as obras são frutos da fé, ou seja, da salvação. Creio sim que uma vez salvo, pra sempre salvo, pois a salvação é eterna, entretanto, como disse, o salvo persevera até o sim (Ap 2.10).

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O pobre Calvino



Em tempos onde a teologia da prosperidade faz vários adeptos, é no mínimo interessante a informação trazida por Jim West em seu blog, Zwinglius Redivivus, sobre a situação econômica de João Calvino, do livro The Life and Times of John Calvin, the Great Reformer1:




[Calvino] recebia em Genebra só o suficiente para lhe dar suporte com a maior economia. Seu pagamento consistia de 50 dólares, doze medidas de cereais, dois barris de vinho e uma moradia.

O protocolo de estado de outubro de 1541 diz, de fato, “que um considerável salário foi conferido a Calvino, porque ele era bastante letrado, e visitantes o davam muito custo”. Mas o que prova que este salário era muito pequeno, de acordo com o preço das coisas na época, é a circunstância que o conselho frequentemente achava necessário, por mera benevolência, de lhe estender uma mão ajudadora. Verdadeiro contudo aos seus princípios, ele recusou dez dólares* oferecidos a ele quando esteve doente em 1546, e duas vezes onde o conselho quis que ele aceitasse para sua viagem à Berna, em 1553, para assuntos da república. Em 28 de dezembro de 1556, o conselho lhe enviou um pouco de madeira para aquecer seu quarto. Ele levou o dinheiro para eles por ela, mas eles não o aceitariam.

O mesmo corpo lhe enviara, em 14 de maio de 1560, um barril do melhor vinho, porque ele tinha só o que era muito indiferente. Ele contudo pegou emprestado apenas vinte e cinco dólares* para arcar com as despesas de sua doença e em 22 de junho de 1563, seriamente implorou ao conselho que os recebesse de volta. Ele de fato protestou, “que ele nunca mais subiria ao púlpito, se ele fosse compelido a reter outra indenização”.

Vinte dólares, ou seja, quase metade de seu salário, ele formalmente rejeitou – uma prova clara de seu desejo de se manter pobre.
Ele ainda destaca o seguinte trecho:
Em uma carta a Farel (21 de janeiro de 1546), ele expressamente relata como uma vez ele foi obrigado a argumentar com um anabatista perante o conselho. Esta pessoa o tratou mal, até que encantoado e estando cheio de malícia, ele respondeu Calvino que todo clérigo levava uma vida de luxo. O reformador respondeu e o anabatista então o chamou de avarento, o que causou várias risadas, “Pois se recordou do que eu desisti neste mesmo ano, e que eu jurei que eu não pregaria novamente se eu fosse pressionado mais sobre este assunto. Também se sabia que eu recusei presentes adicionais e que eu abri mão de vinte dólares* de meu salário. Todos o atacaram quando ouviram isto”.
Nota do tradutor: os valores são dados em dólares pelo próprio autor do livro de onde foram traduzidos os textos, P. Henry. É possível que o autor estivesse usando o valor atualizado para sua audiência.

Fonte: www.e-cristianismo.com.br

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Powerade Coupons